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Dalva Corrêa

Escrevo sobre o intervalo entre o que sabemos e o que fazemos. Reflexões para pessoas inteligentes que sabem muito, mas travam na execução, especialmente, quando o medo de julgamento fala mais alto que a própria voz.

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⏳Onde você gosta de ser tocada?

Olá, Reader! Um grande amigo meu tem uma vasta experiência sexual com pessoas (no sentido bem geral, mesmo). Nos últimos tempos, ele tem se dedicado a relações com mulheres, pois elas são o foco de estudo dele na faculdade de Psicologia quase concluída. Dos trocentos áudios que o D manda pra mim no zap-zap, teve um que me tocou profundamente: quando chega o momento da primeira transa, ele pergunta à mulher “qual o seu ponto G? onde você gosta de ser tocada?” E para surpresa de um total de...

Olá, Reader! Começo esta escrita com lágrimas interrompidas para prestar atenção na digitação; vai que eu erro alguma grafia ou troco alguma palavra inadequada?! Eu entendo quem não sustenta ou não mostra quem realmente é. Primeiro, por não sermos uma conta exata, como a raiz quadrada de 4. Segundo, porque é foda lidar com quem não suporta a ideia de não ser como nós, pelo menos, não nesta vida. Autenticidade alheia gera raiva, e até ódio, em algumas pessoas. Elas queriam ter a audácia, a...

Olá, Reader! “quem não te alcança, você não carrega” “quem não está à sua altura, não te acessa mais” “se não dá exatamente o que você quer, bloqueia logo” disse a pessoa que fuma 3 maços de cigarro por dia, porque se sente melhor preenchida pelo efeito da nicotina do que construindo relações com outros seres humanos tão faltantes quanto ela. Ela sabe que cigarro faz mal à saúde. Ela também sabe que a lógica “se é assim, não faço assado”, esse formato binário supostamente ideal de viver, não...

Olá, Reader! Tenho um compromisso comigo mesma de fazer da escrita desta newsletter um momento prazeroso. Como não tive essa sensação na semana anterior, então não rolou edição; uma forma de respeito a mim e a você de não escrever por escrever. Dito isso, o que temos pra hoje? Por mais que eu não saiba o que quero, ainda é responsabilidade minha cuidar para que os outros não sofram com os respingos das minhas não-decisões. [coração parece que vai sair pela boca agora] Ticy veio me visitar na...

Olá, Reader! “Dalva, por que você levou tanto tempo para criar essa newsletter?!” Pergunta feita pela Aninha, minha cliente de mentoria que está comigo há bastante tempo. Minha resposta performática foi: eu queria me despir de todas as amarras para escrever sobre e como eu bem entendesse sem me preocupar com julgamentos alheios. Sendo euzíssima no âmago do meu ser (como uma hipérbole mascara as coisas rsrs). A resposta genuína seria: por medo de ser rasa. Pedir para você fazer a assinatura de...

Olá, Reader! “Mesmo que esteja tudo uma grande merda, sorria… abra um sorriso bem largo para fazer seu cérebro acreditar que está tudo bem.” Técnicas de bem-estar existem aos montes, disponíveis em conteúdos gratuitos em todas as redes sociais. Então por que vejo tanta gente dodói da cabeça? Não é só seguir o passo a passo dos vídeos e me sentir bem? Fujo do mindfulness. Não quero encarar os cinco minutos (tempo mínimo) para respirar profundamente e ficar em silêncio com os pés descalços...

Olá, Reader Vou descobrir para que servirá este texto à medida em que o escrevo. Tenho apenas uma vaga ideia do assunto, o qual represento em uma palavra: Decisão. Você consegue se lembrar do seu primeiro endereço de e-mail? Eu me achando uma gênia, peguei meu nome completo e o reduzi a “dcida.c”: d (Dalva); cida (Aparecida); e c (Corrêa). Decida-se. [fiquei alguns minutos olhando para o teto antes de voltar a escrever] O imperativo do verbo me pega tanto hoje em meio a trocentas questões...

Quando você é inteligente, sempre consegue encontrar uma justificativa elegante para não se expor. A cabeça não para de criar narrativas mirabolantes que mais parecem roteiros de novela manoelesca (saudoso Manoel Carlos), com uma Helena no balanço do intervalo sem fazer a bendita escolha. Quero sair do clichê “haja terapia!”, embora seja indispensável em tempos pós-pandêmicos. Vou apostar na escrita como condutora do que o coração não aguenta mais guardar. O início A certeza de que qualquer...