⏳Não vou usar “tudo sei que nada sei” como muleta


Olá, Reader!

Tenho um compromisso comigo mesma de fazer da escrita desta newsletter um momento prazeroso. Como não tive essa sensação na semana anterior, então não rolou edição; uma forma de respeito a mim e a você de não escrever por escrever.

Dito isso, o que temos pra hoje? Por mais que eu não saiba o que quero, ainda é responsabilidade minha cuidar para que os outros não sofram com os respingos das minhas não-decisões.

[coração parece que vai sair pela boca agora]

Ticy veio me visitar na última sexta-feira. Falamos mil palavras por minuto. Em meio a elas, recebi algumas perguntas; para quase todas, eu respondi “não sei”.

Estou na semana do meu aniversário (lá vêm os 4.8!), como posso ter tantas dúvidas sobre minhas ações em quase meio século de vida? Adivinha a resposta!

[tá sentindo o tamanho da minha vulnerabilidade aqui?!]

Por incrível que pareça, não me sinto mal por não ter resposta pra tudo. Meu manual de instruções foi pro lixo. Vivo no momento uma mistura de “deixa a vida me levar” com “seja adulta e resolva suas questões”. Estou eu me sentindo confortável sentadinha na cadeira do “não sei”? Negativo. Foi justamente o incômodo que colocou minha escrita nesse lugar agora.

Conheço você e quero que você me conheça também. As máscaras impostas pelas redes sociais não devem ter espaço aqui. Do contrário, O Intervalo perderia sentido.

[sigo escrevendo sem saber direito para onde estou indo, percebe?]

Não sei o que quero. Minto; não dá pra desver o que aprendi sobre mim em 5 anos de terapia. Tem todo aquele lance com os pais, a infância, etc.; mas, cacete!, tô viva neste instante e bem crescidinha, logo posso bancar a adulteza que meu corpo e alma exigem.

Dalvinha pede arrego. Eu respondo: “não posso te dar mais palco, guria”. Ops, quem está escrevendo esta edição… fiquei em dúvida: a pequena sedenta por amor, atenção e acolhimento, ou a adulta sedenta por ____________ (lacuna para você completar com seu julgamento).

Sempre digo nas mentorias que escrever liberta a alma, traz alívio. Estou sentindo o peito pressionado, tenso. Meu sabotador está soprando em meu ouvido esquerdo que essa “confissão” não é bonita. Ora, esse juízo de valor será feito por você, pessoa que me lê.

Pensei em usar “tudo sei que nada sei” como muleta, no entanto não seria justo. Vou sustentar a minha não sabedoria sozinha, mesmo.



Alguns intervalos já foram nomeados por aqui. Você pode ler as edições anteriores clicando neste botão:


Quero saber o que você está achando d’O Intervalo. Se algum texto te atravessou, me conte.
E se existe algo que você continua evitando encarar, talvez seja hora de nomear.


A parte mais gostosa do meu trabalho é falar abertamente como ser humano, reconhecendo incongruências e suscitando reflexões que se tornam processos internos.

Se esta newsletter tem te ajudado a pensar, mas você sente que precisa de acompanhamento individual para transformar reflexão em movimento, tenho dois formatos de Mentoria:

Completa (8 sessões) → escrita autoral, desbloqueios e projetos pessoais/profissionais

Express (4 sessões) → posicionamento e clareza no LinkedIn

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Dalva Corrêa

Escrevo sobre o intervalo entre o que sabemos e o que fazemos. Reflexões para pessoas inteligentes que sabem muito, mas travam na execução, especialmente, quando o medo de julgamento fala mais alto que a própria voz.

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