⏳Um texto que não pediu para nascer


Olá, Reader!

Hoje a sua experiência de leitura aqui será com uma escrita que não queria nascer.

[parindo o texto, porque sim]

Tem dia que deixo minhas incongruências protagonizarem no palco.

Baixo a guarda do viver politicamente correto para sambar e rebolar até o chão sem ninguém me olhando e dando risada carregada de julgamentos.

Amo ― muito! ―, mas não quero estar perto. Comunicação trabalhosa para manter a paz.

Choro ― demais! ―, mas não estou triste.

Dou gargalhadas, daquelas de curvar o corpo para trás, mas não estou feliz. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Me entupo de guloseimas para saciar fome emocional. E adivinha? Nada feito.

Tenho um desejo intrínseco à alma escritora de que você, ao me ler, se sinta profundamente humana. Imperfeita. E, por isso, uma gostosura de ser você.

Sei o quanto sou amada (sei, mesmo); ainda assim, a bendita falta de (?) me angustia. A culpa chega para me visitar sem avisar antes. Não manda mensagem no zap. Nem uma DM no Instagram. Diz que vai embora à noite, e permanece por 3 dias.

Somos seres faltantes, segundo a psicanálise. Não consigo me imaginar preenchida… Ora, seria o momento da morte. A busca por não-sei-o-que-exatamente me mantém de pé. Então o que me falta para ficar de boas com a falta?

Aprender a lidar com a rejeição e o abandono.

Pareço uma bonequinha de porcelana (existe porcelana preta? dúvida real e, não, não fui pesquisar, pois, se eu sair desta página, não voltarei mais). É cansativo, sabe. Já tenho muito autoconhecimento. Nomeio as dores, os arrebatamentos… e daí?

Estou n’O Intervalo.

O fato de saber interpretar os sinais é bem diferente de agir a favor da própria paz e saúde mental.

[ufa! o parto acabou. te contei que foi sem anestesia?]


A 7a edição da Oficina Redação pelo Coração será no dia 08/08. É uma experiência on-line (via Zoom), das 10 às 12h, para mulheres que desejam escrever o que o corpo está tentando dizer há tempos.


Alguns intervalos já foram nomeados por aqui. Você pode ler as edições anteriores clicando neste botão:


Quero saber o que você está achando d’O Intervalo. Se algum texto te atravessou, me conte.
E se existe algo que você continua evitando encarar, talvez seja hora de nomear.


Veja o que faço da vida🤩

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Dalva Corrêa

Escrevo sobre o intervalo entre o que sabemos e o que fazemos. Reflexões para pessoas inteligentes que sabem muito, mas travam na execução, especialmente, quando o medo de julgamento fala mais alto que a própria voz.

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