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Olá, Reader! Quem está vivo sempre aparece? Não sei. Falarei por mim, apenas. Estou de volta ― até que a impermanência da vida me afaste daqui de novo. Quero, mas não quero escrever. Daí me lembro o quanto a escrita organiza os pensamentos. A escrita torna visível o que penso. E meu pensamento neste momento é como consigo de forma muito consciente me sabotar. Sei exatamente o que faço quando não faço. Isso é uma loucura, porque quem gosta de si age na direção dos objetivos (não gosto de mim, então?). [perceba que ainda não entrei no assunto desta edição. fui arrebatada por uma necessidade de divagar antes e ousar chamar isso de contexto.] Eu defini o título deste texto semanas atrás. Na ocasião, não escrevi uma linha sequer. Agora não me recordo do que motivou a escolha (rindo de nervoso). Em plena perimenopausa, ainda tenho a audácia de confiar na minha memória. "Dalva, você complica muito as coisas. Basta trocar o assunto e tá tudo certo." Saquei! No fundo, quero que você me defina. Sim, a partir desta leitura. Desejo que você confirme minha procrastinação. Baixa autoestima, será? Ahhhh… síndrome da impostora! Outra melhor: “você está deixando sua criança interior agir no seu lugar de adulta”. Não julgo seu possível julgamento. [parei um de escrever e fiquei olhando os cantinhos das unhas das quais não tirei totalmente o esmalte antigo.] A ideia inicial era fazer um texto contraintuitivo com base em vozes da minha cabeça, mesmo. Estou aqui para fazer jus ao Intervalo. Seguir no sentido oposto ao que esperam de mim ― pura fantasia, pois não tenho clareza sobre isso. Sem lógica, mas vou sustentar, ok. Definir bem quem não conhecemos é uma proteção para a convivência (ou seria de conveniência?). Muitas perguntas sem respostas. Não sei como você está; você, ao ler até aqui, já (me) entendeu: devaneios atrás de incongruências. [me recuso a encerrar o texto com “e tá tudo bem”. não vai rolar.] ]Sem criar expectativas] Na próxima semana, trarei um “monstrinho” que estou criando para você testar. Confie em mim. Eu confio na versão que inventei de você. Alguns intervalos já foram nomeados por aqui. Você pode ler as edições anteriores clicando neste botão:
Quero saber o que você está achando d’O Intervalo. Se algum texto te atravessou, me conte.
Veja o que faço da vida🤩 |
Escrevo sobre o intervalo entre o que sabemos e o que fazemos. Reflexões para pessoas inteligentes que sabem muito, mas travam na execução, especialmente, quando o medo de julgamento fala mais alto que a própria voz.
Olá, Reader! Meu preparo para começar a escrever: acendi um incenso massala de sândalo; coloquei pra tocar no YouTube uma frequência de cura emocional profunda (432 hz, seja lá o que isso significa); estou sentada de frente para a janela, abri a persiana para ver o céu azulzíssimo com um total de zero nuvem. [acabei saindo desta tela pra responder algumas mensagens, voltei agora e pensei “não deveria ter feito isso”] Agora sou aluna da pós-graduação em Psicanálise da PUC-RS. Dito assim,...
Olá, Reader! Comecei a dar mentoria de escrita autêntica para o time de conteúdo de uma grande editora. Me lembro do quanto eu já a admirava nos tempos em que trabalhava numa concorrente dela. Isso faz muitos anos. E, hoje, me sinto realizada por orientar um grupo de sete pessoas em algo que, talvez, pareça óbvio: escrever como realmente quiser. Não consigo iniciar um trabalho como esse sem mergulhar no mar de dentro. Cada pessoa se entrega de acordo com o que consegue sustentar no momento,...
Olá, Reader! Quem me conhece sabe que sou “rata” de comentários em posts nas redes sociais. Por ter muito interesse em comportamento humano, acredito que os comentários revelam peculiaridades interessantes para o meu “estudo de campo”. Há algumas semanas, comecei a acessar com frequência o Threads (twitter do Instagram). É um grande CAPS on-line e, nossa, como me chama a atenção a forma de expressão que as pessoas fazem ali. Elas compartilham tanto questões realmente profundas e íntimas...